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DEGUSTAÇÃO DE TOPS ARGENTINOS.

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Há quase um mês fui convidado por meu amigo Leo, da enoteca Casagrande, para provar alguns vinhos de sua adega particular. Criteriosamente selecionados pelo anfitrião, pude provar três vinhos que ainda não havia provado e as impressões foram as melhores possíveis, com destaque para o Octava Superior que realmente superou minhas expectativas. Vamos às notas de prova: 1) O.Fournier Malbec Vista Flores 2008, 15,0% v/v. Um dos tops da vinícola O. Fournier, que com essa linha de produtos está buscando expressar o melhor de cada terroir argentino. Nesse Malbec temos a mais pura expressão da Malbec em Vista Flores, Valle de Uco, local de excelência para Malbecs intensos, florais, elegantes e com grande intensidade de sabor. O estilo é clássico, potente, violáceo e concentrado. Estagia 20 meses em barricas novas, sendo 80% francesas e 20% americanas. Intenso no nariz, fragrante, "perfumado" e com ótima complexidade, com destaque para a "ciruela" madura, mirtil...

BODEGA LOS HAROLDOS

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Degustação dos vinhos da Bodega Los Haroldos promovida pela Enoteca Casagrande aqui da Tri-Fronteira catarinense. Desde já agradeço ao Leo e a Talita pelo convite e pela oportunidade. A apresentação dos vinhos e a palestra ficou a cargo do sommelier da vinícola que está percorrendo as províncias argentinas para fazer a divulgação dos vinhos. De uma forma geral os vinhos não são caros e apresentam boa relação preço/qualidade, mesclando um caráter tipicamente argentino a um perfil moderno e fácil de gostar que o consumidor está buscando atualmente. Deixo às minhas notas de prova dos vinhos degustados no evento: Los Haroldos Extra-Brut NV, 12,4% de álcool: blend de 70% Chardonnay e 30% Sauvignon Blanc. As uvas provém do Valle de Uco e o espumante é elaborado pelo método Charmat. Bem clarinho, fresco, pouco complexo e com borbulhas miúdas, mas de pouca persistência. No geral é bastante agradável, entre bom e muito bom, primando pela frescura e vivacidade. Para tomar aos grandes g...

ConFronteira - Cabernet Sauvignon - Julho de 2017.

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Grandes Cabernets na ConFronteira - nossa confraria de vinhos de Dionísio Cerqueira, Barracão e Bernardo - na reunião de julho de 2017. Desde já agradeço aos presentes e os convoco para nosso evento festivo no mês de agosto. O tema da reunião era a uva Cabernet Sauvignon e para tanto selecionamos alguns vinhos bem representativos da nobre casta, com destaque para o Lota 2009 e o DV La Piramide 2011, ambos excelentes. Nosso confrade e sommelier Sebastian ficou a cargo do terceiro vinho e nos brindou com o Tacuil Cabernet Sauvignon 2015, num perfil completamente diferente dos anteriores e por isso de grande relevância para o aprendizado. Vamos as notas de prova: Tacuil Cabernet Sauvignon 2015, departamento de Molinos, Salta, Argentina, 15,9% v/v: a bodega Tacuil está no sudoeste dos Valles Colchaquíes e conta com um dos vinhedos mais altos do mundo a quase 2600 metros sobre o nível do mar. O vinhedo tem apenas 10 hectares, sendo 4 dedicados a Cabernet Sauvignon. N...

ENOTECA CASAGRANDE - GRUPO PEÑAFLOR.

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Evento memorável promovido pela Enoteca Casagrande aqui na Tri-Fronteira. O sommelier Raul Mazza, embaixador do grupo Peñaflor, promoveu uma degustação comentada de ótimos vinhos das bodegas El Esteco, Trapiche e Navarro Correas, todas integrantes do grupo. A qualidade do Iscay e do Orellana Malbec são incontestáveis, com inúmeros prêmios e distinções pela crítica internacional. Mas o destaque ficou por conta da nova linha Old Vines da bodega El Esteco, vinhos com um perfil moderno e grande apelo mercadológico. Destaque para o Torrontés da linha, que apesar de não ter sido degustado, foi premiado como o " melhor Torrontés " do ano no Guia Descorchados 2017. Vamos às notas de prova: El Esteco Old Vines Criolla 20015, com 14,2% de graduação alcoólica: vinho muito interessante, clarinho e pouco complexo. A coloração parece ligeiramente evoluída, quase como um rosé escuro. No aspecto olfativo, destaque para as notas de rosas e framboesas frescas, além de anis es...

Amarone GIUSEPPE QUINTARELLI 2000.

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Sou fã de Amarone, meu vinho italiano predileto; uma questão de gosto pessoal. Segundo Tommasso Bussola, grande produtor de Amarone importado pela Decanter, minha família Maran seria proveniente de Marano, uma das principais sub-regiões do Amarone, o que certamente me ainda maior apreço pelo vinho. O processo singular de elaboração do Amarone, com parte de suas uvas em estado de passas, lhe confere um caráter e uma complexidade únicas, que encantam imediatamente quem for provar, mesmo que essa pessoa não esteja acostumada com vinhos. De todos os produtores de Amarone existentes, é bem provável que Quintarelli seja o mais cultuado e cobiçado, produzindo vinhos lendários e igualmente caros. Em junho de 2016, foi agraciado com a oportunidade de prová-lo e não titubeei em aceitar o convite, pois oportunidades como esta são raras na vida. Passo aos vinhos da noite: 1) Deux Montille – AOC Rully 2008, 12,5% v/v: clarinho, fresco, com pouca intensidade aromática e pouc...

CHARDONNAY, puro e cristalino.

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Minha forma de ver a Chardonnay mudou completamente depois que visitei Beaune, Mersault, Puligny, Chassagne e Saint-Aubain. Até mais que a impressão que eu tinha da Pinot Noir, pois, apesar de crescerem lado a lado em muitos vinhedos locais, a expressão in loco da Chardonnay me pareceu sublime, pura e num nível de entendimento que ainda não possuía, mesmo já tendo degustado centenas de vinhos dessa nobre região. Como uma clarividência! Uma revelação! E hoje posso afirmar que um grande Chardonnay está entre minhas primeiras opções no mundo dos vinhos. O tema dessa jornada não poderia ser mais especial. Cláudio e Gustavo possuíam duas excelentes garrafas de Puligny e Mersault, de ótimas safras, bem conservadas e de grandes produtores. Eu comprei o que de melhor tem na Argentina e na América do Sul e Marcelo nos brindou com uma garrafa de Esporão Reserva Branco 2008, que, apesar de não ser Chardonnay, estava excelente. O Puligny é sempre mais incisivo, com uma acidez mai...

CLOS APALTA, um vinho espetacular!!!

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Semana passada tive o privilégio de provar duas safras icônicas do Clos Apalta e pude constatar como esse grande vinho envelhece bem. Todas às vezes que provei o Clos Apalta a impressão foi sempre de consistência e altíssima qualidade, confirmando todas as expectativas criadas pelas expressivas pontuações conferidas pela crítica internacional. Sem nenhuma dúvida: o vinho é excelente! Quiça grandioso nas melhores safras e ganha muito com o envelhecimento em estrutura, equilíbrio e complexidade. Vamos as notas de prova dos vinhos degustados: 1) Billaud Simon - Mont de Milieu Vieille Vigne 1er Cru 1998 - AOC Chablis 1er Cru - França - 12,5% de álcool. O vinho já havia passado de seu ponto ótimo de consumo. 18 anos é muito para um 1er Cru! Com 8 ou 10 estaria melhor e mais fresco. Bem dourado na cor, com notas de champignon e aspargos. Também mel, amêndoas/nozes, abacaxi em calda, laranja seca. Em boca estava bastante agradável, com bom volume de boca e baixa acidez (b...