Postagens

TERRAZAS Malbec Single Vineyard Las Compuertas 2012, 15,0% v/v.

Imagem
No churrasco de sábado tive a oportunidade de provar este excelente malbec argentino, cuja linhagem me remete ao antigo "Gran Reserva" e "Afincado" que ocupavam o mesmo espaço na gama de produtos da bodega e que também provinham de Las Compuertas, importante sub-região de Luján de Cuyo e que está localizada a 1.060 metros de altitude. Pela ficha técnica do produto, este vinho estagia de 18 a 20 meses em barricas novas francesas. Segundo minha impressão, este vinho ainda está muito jovem. Sem dúvida é um ótimo vinho, mas nem de perto está em seu estágio ótimo para consumo. É intenso, retinto, escuro e violáceo, com notas doces de mirtilos, licor de ameixa, baunilha bem integrada e chocolate negro. Em boca é potente; muito alcoólico para meu paladar, saboroso, com taninos doces e baixa acidez. É um vinho super potente mesmo, no mais puro estilo "malbecão" argentino. Como disse acima, é excelente, sem dúvidas, mas confesso que já me cansei desse estilo bom...

SAN PEDRO DE YACOCHUYA 2013, 15,5 v/v.

Imagem
Há alguns dias no grupo de whatt´s da minha família, fui convidado para falar sobre o San Pedro de Yacochuya, vinho que tanto aprecio e que aprendi a admirar ao longo dos anos. Para mim, sem dúvida, um dos grandes terroirs do mundo e um dos melhores malbecs da Argentina. As condições de produção são tão extremas nessa região de Salta (nível de radiação solar; baixo índice fluviométrico e altitude elevada), que a uvas são tão exigidas que a proporção entre pele e polpa é muito mais reduzida que numa uva normal, fazendo com que sejam necessários 1,8 kg de uva para produzir uma garrafa de vinho, o que demonstra a singularidade desse local. Clima desértico, solos esturricados pelo vento e pelo sol e elevada altitude, fazem dos Valles Colchaquíes uma região única para a produção de vinhos de excelente qualidade. O San Pedro é um clássico e para o padrões regionais de Salta, é um vinho muito elegante. Resulta de um corte de 80/90% Malbec e 10/20% de Cabernet Sauvignon de vinhas mui...

FABRE MONTMAYOU Grand Vin 2000, 14,0% v/v.

Imagem
Assemblage de 85% Malbec, 10% Cabernet Sauvignon, 5% Merlot. Partida limitada de 14.027 garrafas nesta safra e envelhece 16 meses em barricas novas de carvalho francês. Como é reconfortante provar o mesmo vinho após 13 anos. Foi um tiro no escuro comprar esse vinho com 16 anos, ainda mais após ter sido encontrado numa estante de supermercado. Mas que grata surpresa, pois o vinho estava excelente. Pra mim está na elite argentina. Recentemente a safra 2011 recebeu 96 pontos do Guia Descorchados, o que comprova que a qualidade se mantem ao longo dos anos. Destaco que na correria o vinho não foi decantado, mas as primeiras taças vieram totalmente sem borra. Incrivelmente o vinho apresentava coloração perfeita como se tivesse sido perfeitamente adegado. Rubi brilhante com média profundidade e reflexos avermelhados. Nariz intenso e complexo, sem dúvidas. Ameixa seca, alcatrão, húmus, cravo da índia, defumados, chocolate amargo. Enfim, àquela fruta copiosa não existe mais, dando lug...

CHATEAU DE LA TOUR Clos de Vougeot Grand Cru 2013, 13,5% v/v.

Imagem
Quando estive em Beaune no ano passado, fui agraciado com uma visita ao Château De La Tour, importante produtor de Clos de Vougeot que tive a oportunidade conhecer enquanto ainda trabalhava na Decanter, seu importador oficial para o Brasil. Seus vinhos são lendários e a gerações estão sob os cuidados da mesma família. Atualmente quem conduz a propriedade é o Sr. François Labet, pessoa muito agradável e simpática e sempre disposta a falar sobre seus vinhos. Provei várias safras desse grande vinho, pois, durante o Decanter Wine Show de 2008, foi realizada uma degustação vertical em São Paulo, onde boa parte da impressa especializada brasileira estava lá prestigiando. A safra 2013 foi a que provei na própria vinícola, ainda muito jovem, com coloração violácea e pouco profunda. Nariz típico, bem floral e ligeiramente herbáceo, com notas de framboesa, violeta e anis estrelado. Em boca apresenta taninos presentes, com acidez elevada e ligeiramente rústico. Em suma, é um vinho muito jov...

WEINERT Malbec Estrella 1977, 14,5% v/v.

Imagem
Lembro-me quando o Sr. João me pediu para comprar esse vinho, pois, 1977 ou 1978, se me recordo bem, foi o ano em que seu filho Daniel nasceu. Por isso, havia uma conotação especial com este vinho em específico. Repassando minhas antigas notas de degustação, resolvi escrever sobre o Malbec Estrella por causa do preço atual desse vinho no mercado. Semana passada, em uma enoteca aqui de Bernardo, verifiquei que o preço atual é de $ 4.200,00 (cerca de US$ 300,00 ou um pouco mais) e o da safra 1994 é $ 1.680,00 (cerca de US$ 120,00). Mas o que me chamou muita atenção nessa minha avaliação, foi verificar o preço que eu paguei por ele na época e a pontuação atribuída. Bem, o ano da prova foi 2003 e lá se vão longínquos 13 anos. O preço que eu paguei foi de US$ 35,00 ! Isso mesmo: trinta e cinco dólares, sendo que na importadora, então importado pela extinta Terroir, era de US$ 150,00. Como avaliação final, pontuei-o com 92 pontos (Obs: na época recebeu 93 pontos de Parker), uma po...

ALTOS LAS HORMIGAS Malbec Vista Flores 2009, 14,8% v/v.

Imagem
Já há alguns anos começou na Argentina uma tendência por vinhos de terroir específico, microclimas únicos onde determinadas uvas possam se expressar com pureza e perfeição. E nesta toada a Finca las Hormigas pode ser considerada um expoente, pois o seu trio de malbecs de diferentes terroirs tem impressionado pela qualidade. Recentemente comprei uma garrafa do Vista Flores 2009, o qual gostaria de compartilhar minhas impressões sobre o vinho. Esse é, sem dúvida, o mais opulento dos três vinhos (Altamira e Gualtallary são os outros) e provavelmente o que encanta mais facilmente. O estilo é aquele clássico malbecão argentino, ainda escuro, violáceo e impenetrável, o que denota grande concentração. Aroma intenso, floral e com muita ameixa em calda. O vinho estagia por 18 meses em tonéis de carvalho de 3500 litros que não são tostados, o que lhe confere maciez e volume de boca, mas sem a característica interferência do carvalho novo com suas notas defumadas e de manteiga. Em ...

Bom custo benefício!

Imagem
Quinta feira da semana passada meus amigos e eu do Rafa Tênis Center nos reunimos para nosso churrasco mensal. Meu amigo Leo trouxe dois vinhos para o jantar, os quais gostaria de compartilhar com os amigos. O primeiro é o Punto Final Malbec Reserva 2013 , já bastante conhecido do consumidor brasileiro. É de Luján de Cuyo, primeira zona do vinho argentino. Jovem, escuro e violáceo, com bastante tipicidade olfativa e gustativa, com suas notas de ameixa fresca, mirtilos e leve defumado do carvalho. Em boca é intenso, potente, com taninos macios e baixa acidez. O ponto negativo é que o vinho apresentava leve "agulha", um pouco de gás residual, o que lhe retirava um pouco da elegância necessária.  Mesmo assim, passados alguns minutos na taça e apesar do pequeno defeito, é certamente um vinho muito bom e com ótimo custo benefício aqui na fronteira. Em razão do leve gás residual, não o pontuarei nesta oportunidade. O segundo vinho é o Salentein Numina Cabernet ...