CHARDONNAY na Confronteira - Fevereiro 2019.

Iniciando nossos encontros na Confronteira 2019, optamos por revisitar a Chardonnay em diferentes propostas, com destaque para um Chablis Grand Cru que é sempre uma delícia.
Nosso confrade Fábio, agora formado como sommelier pela ABS de Bento Gonçalves, trouxe um Chardonnay Alma Única de sua última viagem. E as referências não poderiam ser melhores, pois a Alma Única tem o DNA Don Laurindo, credencial mais que suficiente para o sucesso.
Os demais vinhos eram argentinos, com grande expectativa para o top da tradicional bodega Biachi. Infelizmente o vinho estava comprometido e terei que prová-lo novamente para conhecer sua propagada qualidade.
Mas a grande surpresa da noite foi o vinho Salteño! Laborum Chardonnay De Parcela surpreendeu pelo frescor, sutileza de aromas e elegância em boca. Produção muito limitada e que merece ser conhecida.

Vamos aos vinhos da noite;

1) Bianchi Maria Carmen Chardonnay 2013, San Rafael, Argentina: o vinho estava comprometido pelo ácido acético/acetato de etila. Infelizmente ficou devendo!

2) Alma Única Chardonnay 2017 - DO Vale dos Vinhedos, Brasil: estilo muito bom, clássico, mesclando notas de frutas frescas maduras, compotas e também de barrica, como manteiga, mel e defumados.
Em boca é saboroso, mas lhe falta um pouco de acidez, o que dá uma sensação de "chato" durante a prova.
Mesmo assim é um vinho muito bom (nota 87/88).
Custa R$ 95,00 no site da vinícola.

3) El Porvenir Chardonnay Laborum de Parcela 2017, Cafayate, Salta, Argentina: trata-se de um vinho de tiragem limitada de 3530 nesta safra. Vem do vinhedo chamado Finca Alto Los Cuises, onde a condução dos vinhedos é no sistema "vaso" em razão da grande inclinação do morro onde as uvas estão plantadas.
Apenas 50% do vinho passa pela maloláctica em barricas, onde estagia por mais 8 meses. Apenas 20% são novas.
É um vinho bastante fresco e com alta acidez, além de um sabor a calcário de pedra moída tão interessantes nos bons Chardonnays.
Fresco, cítrico, com acidez elevada e ligeiro amargor resinoso no final.
Ainda muito jovem e direto, com pouca complexidade no nariz. Também não é tão expressivo, num estilo mais fechado e contido do paladar. Elegante!
Enfim, um vinho entre muito bom e excelente (nota 92) e a primeira impressão que tive foi muito boa. Realmente gostei e recomendo.
Cerca de $ 700,00 pesos aqui na fronteira.

4) Willian Fevre Bougros Chablis Grand Cru 2016, França: um clássico ainda cru! Jovem, mas que vai envelhecer muito bem pelos próximos 10/12 anos.
Os vinhos do Domaine Willian Fevre não são tão intensos e marcam um estilo mais elegante e menos estruturado. Há quem não goste, mas atualmente é o estilo que procuro em meus vinhos!
Clarinho, esverdeado; praticamente prateado.
Intensidade média no nariz, mas com as clássicas notas minerais de calcário, sal ou maresia. Também limão, camomila, pera fresca e flor de laranjeira.
Estrutura média em boca, alta acidez e leve amargor final. Nota-se a clássica mineralidade também em boca, essa percepção táctil que lembra "massinha" de dentista.
Ao final é sempre uma oportunidade provar um vinho desses. Mesmo sendo tão jovem, a elegância e a classe emergem da taça.
Entre muito bom e excelente (nota 92).
Foi comprado na Monalisa a US$ 125,00.









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