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Norton Malbec Single Vineyard La Colonia Luján de Cuyo 2009.

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Trata-se de uma partida limitada da Norton que pretende explorar as características únicas de determinados vinhedos e seus terroirs. A primeira impressão é de um vinho denso, fechado e com grande estrutura. A zona de Agrelo é espetacular e produz grandes vinhos, notadamente Cabernets e Malbecs. Este foi fermentado em barricas francesas e nelas permaneceu por mais dezesseis meses de crianza. O vinho é escuro, violáceo e impetrável, com lágrimas densas e numerosas. Nariz potente e denotando grande complexidade. Notas defumadas, de mirtilos frescos, geléia de ameixa e chocolate amargo. Também algo verde de alecrim ou engaço de vinha. Em boca confirma a potência e volume de boca. Taninos presentes sem ser agressivos. Longo final de boca com ligeiro amargor. No geral o vinho é excelente, mas precisa de mais tempo para amaciar. Ainda se encontra um pouco rude e com ligeiras arestas a aparar. Nota 89/91 . Para o apogeu, ao menos sete anos de guarda. Como ganhei de presente...

COBOS VOLTURNO 2010 - 15,6% V/V.

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Fazia 5 anos que não provava um Cobos. Recordo-me quando recomendei ao meu amigo Yoncy Vera a compra desse produtor. Demorou dois anos para conseguir os vinhos e mais dois anos para vendê-los. Como os vinhos não tiveram saída, por peso na consciência acabei comprando as últimas duas caixas do Cobos Malbec 2000, que na época me custaram meros 175 pesos a garrafa. Áureos tempos. Bem, vamos ao vinho. Corte de 77% de Cabernet Sauvignon de parreiras com 15 anos de idade, complementado por 33% de Malbec de parreiras centenárias. 18 meses em barricas novas Taransaud! Resultado: um vinho opaco de tão escuro, completamente violáceo. Intenso em todos os sentidos: com expressão olfativa remetendo às ameixas frescas, mirtilos, defumados, alcatrão, manteiga, pimenta do reino e um leve herbáceo de hortelã. Em boca é potente. A graduação alcoólica fala alto. Melhor servi-lo um pouco refrescado. Taninos presentes, mas de ótima qualidade, nada agressivos. Acidez cativante. Tem grande po...

PROTOS GRAN RESERVA 2001, 13,5% v/v -

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Ontem tive o prazer de destapar esta botella , e agradeço ao amigo Mário pelo presente. Degustamos em família esta jóia de Ribera del Duero, que há muito não provava. Sendo um dos ícones da região, apresenta grande classe. Perfeito no aspecto visual, mostrou coloração rubi escura e reflexos avermelhados, com borra muito leve. Nariz intenso e com grande complexidade, com notas de ameixa fresca, amorinha madura, resina, baunilha, manteiga, menta, cravo da índia, madeira de pinho e louro. Na boca é encorpado, saboroso e bastante elegante, com taninos finos e acidez equilibrada. Final de boca mediano, com ligeiro amargor. No geral, excelente (nota 91/92). Não há como comparar esse vinho com os oriundos de outras cepas. Mas em se tratando de um Tempranillo , é um exemplar excelente. Importadora Península/R$ 399,00. http://www.peninsulavinhos.com.br/vinho-tinto/protos-gran-reserva

TeHo/Sangue da Terra - Malbec Altamira 2010, 14,0% v/v

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Ontem, com uma conotação nostálgica, meu pai e eu resolvemos destapar o TeHo Malbec Altamira em comemoração aos 10 anos de nossa viagem a Mendoza em 2003. Mas qual a razão da escolha deste tinto de garagem? Simples, por estar ele associado a Jeff Mausbach, então gerente de exportação da Bodega Catena que tão bem nos recebeu numa manhã ensolarada de janeiro de 2003. Fiquei feliz ao saber do projeto próprio de Jeff e espero em breve visitá-lo em Manos Negras. TeHo é o malbec top da empresa, com uvas oriundas de um dos terroirs mais icônicos da América do Sul, notório pelo Finca Altamira da Achaval Ferrer. Trata-se de um micro-clima localizado no Valle do Uco, zona intermetiária entre Mendoza e San Rafael. Sempre gostei dos malbecs produzidos ali, pois apresentam como característica marcante notas de violeta difíceis de encontrar nos vinhos de Lujan . Poderoso, escuro e opaco, ainda vináceo e fechado. Apesar de abrir pouco na taça, mostra a estrutura necessária para lon...

CONO SUR OCIO PINOT NOIR 2006

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Lembro-me do lançamento do Ocio! Quanto furor causou na imprensa e nos apaixonados que aguardavam provar a novidade. Consequência natural da linha 20 Barrels , ótima por sinal, o Ocio é provavelmente o melhor Pinot da América do Sul... de todos que provei ainda não encontrei similar. É potente, talvez concentrado demais se considerarmos o perfil clássico dos grandes Pinots ; mas a verdade é que ele é realmente ótimo. Mesmo sendo 2006 eu acredito em mais uns 4 ou 6 anos para o apogeu. Nariz intenso, feminino, com notas menta, framboesas, chocolate amargo, licor de cerejas. Perfil mais frutado que floral. Em boca é bem equilibrado, saboroso, com ótimo corpo e álcool na medida. Final mediano e muito agradável. Em suma é um ótimo Pinot , digno de 93 pontos. Recomendo comprar e guardar, pois tende a ganhar com o envelhecimento. importadora Brown-Forman.

RENNINA 1998, 14% v/v

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Que presente! Essa maravilha veio direto da Itália e estava muito bem guardada na adega do Tio Gustavo. Antecipo que para mim foi o grande vinho da noite . Total de 24 meses em madeira, mesclando barricas e bottis , sendo outros 24 meses em garrafa antes de ser comercializado. Pertencente a Angelo Gaja, a Pieve de Santa Restituta está muito bem localizada em uma das melhores zonas de Brunello , produzindo vinhos mais intensos que os tradicionais da apelação. O estilo de Gaja sempre me impressionou; talvez por isso tenha gostado tanto desse vinho, ao passo de humildemente contrariar as singelas pontuações que lhe foram atribuídas (91 pontos nas melhores publicações). Muito complexo, com coloração intensa, ligeramente avermelhada, com reflexos brilhantes na mesma tonalidade. Nariz intenso, profundo e complexo. Seus 15 anos fizeram maravilhas, tanto que posso afirmar que este vinho está no auge qualitativo. Notas de compota, ameixa seca, anis estrelado, azeitonas, cereja do c...

GRAN ENEMIGO 2008, 14,5% V/V

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Enquanto isso, vou provando alguns vinhos interessantes e que recomendo a prova. Comprei esta preciosidade por indicação de um amigo sommelier aqui da fronteira, que, como vocês podem notar, recebeu 96 de Parker na safra de 2009 . Eu provei a 2008, provavelmente não tão excepcional, mas é que a 2009 eles não tinham em estoque. Vamos ao vinho: trata-se de uma parceria bem sucedida entre Adrianna Catena , filha do proprietário, e de Alejandro Vigil , atual chefe de enologia da Bodega Catena. Majoritariamente Cab. Franc (80%), com parcelas de Petit Verdot e Malbec, além de ser parcialmente fermentado em barricas e estagiar nas mesmas por mais 18 meses. Encontrei nele uma linda coloração escura-violácea, impenetrável, o que denota longos anos de guarda e paciência. Porém, apesar da concentração, trata-se de um vinho delicioso, bastante palatável e muito fácil de gostar. Taninos macios, acidez tranquila e como diriam os hermanos...   JUGOSO . Muito mirtilo, amorinh...