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CAVE DE POMMARD-VOUGEOT ROUGE 1er CRU-CÔTE DE NUITS-FRANÇA-1994.

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Eis um ótimo exemplar de Pinot Noir . Apesar dos seus 20 anos, estava perfeitamente vívido no copo. No auge, com grande complexidade e uma singular elegância. A coloração era típica para a idade, mostrando um vermelho-alaranjado esmaecido e com pouca profundidade. Nariz de mediana intensidade, mas era a complexidade que se destacava com notas de tamarindo, ameixa seca, canela, alcatrão e rosas secas. Em boca era bastante agradável, com leve acidez a despontar, mas nada que pudesse lhe tirar o brilho. Retrogosto mediano e com leve ressaibo no fim. Em sumo, um vinho elegante e de grande finesse. Diria excelente (nota 89/90). Acredito não ser importado para o Brasil. Foi trazido diretamente da França pelo amigo Cláudio.

Montes Purple Angel 2005 - Valle de Colchagua - Chile - 14,5% v/v.

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Sempre um grande! 92% de Carménère, 8% Petit Verdot, com 18 meses em barricas novas francesas. Realmente muito bom, estilo clássico de bom Carménère, mas existem outros menos herbáceos que também merecem destaque. Já o havia provado outra vez, na feira da Mistral em 2008 e a impressão é a mesma. Para mim, ao menos, o estilo é demasiadamente herbáceo. Prefiro vinhos mais limpos e elegantes; diria menos agressivos. Esse, apesar dos 9 anos, continua potente, escuro e bem concentrado. Não notei uma evolução positiva, onde as notas terrosas e de alfavaca deveriam ser mais sutis para não sufocar o apreciador. Recomendo sempre a prova, pois é uma referência; deverei provar novas safras para avaliar o estilo ao longo dos anos. Excelente (nota 91). É importado pela  Mistral ao preço de R$ 290,00, safra 2009.

Brunello Col d´Orcia 2007 - 14,5% v/v.

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Belo vinho. Produtor biológico, com ótima localização do vinhedo. Estagia 3 anos em tonéis de carvalho francês e esloveno e mais um ano em garrafa antes de ser comercializado. É Primeira vez que provo este vinho e confesso que me agradei pelo estilo potente, concentrado, macio, com um frutado puro elegante. Apesar de seus sete anos, pela estrutura compacta, acredito que levará mais uns 5/7 anos para atingir seu apogeu. Ótimo desde já, mas ainda precisa de algum tempo para revelar maior complexidade.  Excelente (nota 91). Recebeu 91 pontos da Wine Spectator e 93 pontos de Robert Parker. É importado pela Franco Suissa.

Norton Malbec Single Vineyard La Colonia Luján de Cuyo 2009.

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Trata-se de uma partida limitada da Norton que pretende explorar as características únicas de determinados vinhedos e seus terroirs. A primeira impressão é de um vinho denso, fechado e com grande estrutura. A zona de Agrelo é espetacular e produz grandes vinhos, notadamente Cabernets e Malbecs. Este foi fermentado em barricas francesas e nelas permaneceu por mais dezesseis meses de crianza. O vinho é escuro, violáceo e impetrável, com lágrimas densas e numerosas. Nariz potente e denotando grande complexidade. Notas defumadas, de mirtilos frescos, geléia de ameixa e chocolate amargo. Também algo verde de alecrim ou engaço de vinha. Em boca confirma a potência e volume de boca. Taninos presentes sem ser agressivos. Longo final de boca com ligeiro amargor. No geral o vinho é excelente, mas precisa de mais tempo para amaciar. Ainda se encontra um pouco rude e com ligeiras arestas a aparar. Nota 89/91 . Para o apogeu, ao menos sete anos de guarda. Como ganhei de presente...

COBOS VOLTURNO 2010 - 15,6% V/V.

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Fazia 5 anos que não provava um Cobos. Recordo-me quando recomendei ao meu amigo Yoncy Vera a compra desse produtor. Demorou dois anos para conseguir os vinhos e mais dois anos para vendê-los. Como os vinhos não tiveram saída, por peso na consciência acabei comprando as últimas duas caixas do Cobos Malbec 2000, que na época me custaram meros 175 pesos a garrafa. Áureos tempos. Bem, vamos ao vinho. Corte de 77% de Cabernet Sauvignon de parreiras com 15 anos de idade, complementado por 33% de Malbec de parreiras centenárias. 18 meses em barricas novas Taransaud! Resultado: um vinho opaco de tão escuro, completamente violáceo. Intenso em todos os sentidos: com expressão olfativa remetendo às ameixas frescas, mirtilos, defumados, alcatrão, manteiga, pimenta do reino e um leve herbáceo de hortelã. Em boca é potente. A graduação alcoólica fala alto. Melhor servi-lo um pouco refrescado. Taninos presentes, mas de ótima qualidade, nada agressivos. Acidez cativante. Tem grande po...

PROTOS GRAN RESERVA 2001, 13,5% v/v -

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Ontem tive o prazer de destapar esta botella , e agradeço ao amigo Mário pelo presente. Degustamos em família esta jóia de Ribera del Duero, que há muito não provava. Sendo um dos ícones da região, apresenta grande classe. Perfeito no aspecto visual, mostrou coloração rubi escura e reflexos avermelhados, com borra muito leve. Nariz intenso e com grande complexidade, com notas de ameixa fresca, amorinha madura, resina, baunilha, manteiga, menta, cravo da índia, madeira de pinho e louro. Na boca é encorpado, saboroso e bastante elegante, com taninos finos e acidez equilibrada. Final de boca mediano, com ligeiro amargor. No geral, excelente (nota 91/92). Não há como comparar esse vinho com os oriundos de outras cepas. Mas em se tratando de um Tempranillo , é um exemplar excelente. Importadora Península/R$ 399,00. http://www.peninsulavinhos.com.br/vinho-tinto/protos-gran-reserva

TeHo/Sangue da Terra - Malbec Altamira 2010, 14,0% v/v

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Ontem, com uma conotação nostálgica, meu pai e eu resolvemos destapar o TeHo Malbec Altamira em comemoração aos 10 anos de nossa viagem a Mendoza em 2003. Mas qual a razão da escolha deste tinto de garagem? Simples, por estar ele associado a Jeff Mausbach, então gerente de exportação da Bodega Catena que tão bem nos recebeu numa manhã ensolarada de janeiro de 2003. Fiquei feliz ao saber do projeto próprio de Jeff e espero em breve visitá-lo em Manos Negras. TeHo é o malbec top da empresa, com uvas oriundas de um dos terroirs mais icônicos da América do Sul, notório pelo Finca Altamira da Achaval Ferrer. Trata-se de um micro-clima localizado no Valle do Uco, zona intermetiária entre Mendoza e San Rafael. Sempre gostei dos malbecs produzidos ali, pois apresentam como característica marcante notas de violeta difíceis de encontrar nos vinhos de Lujan . Poderoso, escuro e opaco, ainda vináceo e fechado. Apesar de abrir pouco na taça, mostra a estrutura necessária para lon...