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TRAPICHE MAÑOS MALBEC 2005 - MENDOZA - ARGENTINA.

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Trata-se de uma das novidades mercadológicas da Trapiche. Um vinho exclusivo, 100% Malbec e, como informado em seu material publicitário, feito à mão! Elaborado com uvas provenientes de vinhedos próprios da Trapiche, supostamente dos melhores, estagia em barricas francesas por um período que varia de 18 a 24 meses. O Estilo é bastante balsâmico. Potente e complexo, com evolução nítida tanto no nariz como na boca. Notas de resina, ameixa seca, cedro, chocolate amargo e defumados. Apresentou um leve amargor final que não me apeteceu, mas não se trata de um defeito grave; creio que mais um questão de estilo que defeito enológico propriamente dito. No geral é sim um vinho excelente. Mesmo por sua exclusividade, é caro demais; não se justifica preço tão elevado. Nota 92 . Cerca de R$ 530,00 no mercado brasileiro.

VAL DE FLORES 2007-Valle de Uco-Argentina.

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Com 15% de  álcool  e 14 meses em barricas francesas novas, esta safra  realmente  me surpreendeu. Excelente, macio e com uma elegância que até agora não havia percebido. Bom volume de boca, com taninos domados e uma acidez muito gostosa. Um frutado suculento, com notas de mirtilo, manteiga, amora madura, algo de louro e um leve defumado. Final de boca longo e muito agradável, sem amargor final. Excelente (nota 92/93); em sua melhor expressão. É importado pela Grand Cru, mas este me custou meros R$ 66,00 na Argentina cerqueirense.

CAVE DE POMMARD-VOUGEOT ROUGE 1er CRU-CÔTE DE NUITS-FRANÇA-1994.

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Eis um ótimo exemplar de Pinot Noir . Apesar dos seus 20 anos, estava perfeitamente vívido no copo. No auge, com grande complexidade e uma singular elegância. A coloração era típica para a idade, mostrando um vermelho-alaranjado esmaecido e com pouca profundidade. Nariz de mediana intensidade, mas era a complexidade que se destacava com notas de tamarindo, ameixa seca, canela, alcatrão e rosas secas. Em boca era bastante agradável, com leve acidez a despontar, mas nada que pudesse lhe tirar o brilho. Retrogosto mediano e com leve ressaibo no fim. Em sumo, um vinho elegante e de grande finesse. Diria excelente (nota 89/90). Acredito não ser importado para o Brasil. Foi trazido diretamente da França pelo amigo Cláudio.

Montes Purple Angel 2005 - Valle de Colchagua - Chile - 14,5% v/v.

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Sempre um grande! 92% de Carménère, 8% Petit Verdot, com 18 meses em barricas novas francesas. Realmente muito bom, estilo clássico de bom Carménère, mas existem outros menos herbáceos que também merecem destaque. Já o havia provado outra vez, na feira da Mistral em 2008 e a impressão é a mesma. Para mim, ao menos, o estilo é demasiadamente herbáceo. Prefiro vinhos mais limpos e elegantes; diria menos agressivos. Esse, apesar dos 9 anos, continua potente, escuro e bem concentrado. Não notei uma evolução positiva, onde as notas terrosas e de alfavaca deveriam ser mais sutis para não sufocar o apreciador. Recomendo sempre a prova, pois é uma referência; deverei provar novas safras para avaliar o estilo ao longo dos anos. Excelente (nota 91). É importado pela  Mistral ao preço de R$ 290,00, safra 2009.

Brunello Col d´Orcia 2007 - 14,5% v/v.

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Belo vinho. Produtor biológico, com ótima localização do vinhedo. Estagia 3 anos em tonéis de carvalho francês e esloveno e mais um ano em garrafa antes de ser comercializado. É Primeira vez que provo este vinho e confesso que me agradei pelo estilo potente, concentrado, macio, com um frutado puro elegante. Apesar de seus sete anos, pela estrutura compacta, acredito que levará mais uns 5/7 anos para atingir seu apogeu. Ótimo desde já, mas ainda precisa de algum tempo para revelar maior complexidade.  Excelente (nota 91). Recebeu 91 pontos da Wine Spectator e 93 pontos de Robert Parker. É importado pela Franco Suissa.

Norton Malbec Single Vineyard La Colonia Luján de Cuyo 2009.

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Trata-se de uma partida limitada da Norton que pretende explorar as características únicas de determinados vinhedos e seus terroirs. A primeira impressão é de um vinho denso, fechado e com grande estrutura. A zona de Agrelo é espetacular e produz grandes vinhos, notadamente Cabernets e Malbecs. Este foi fermentado em barricas francesas e nelas permaneceu por mais dezesseis meses de crianza. O vinho é escuro, violáceo e impetrável, com lágrimas densas e numerosas. Nariz potente e denotando grande complexidade. Notas defumadas, de mirtilos frescos, geléia de ameixa e chocolate amargo. Também algo verde de alecrim ou engaço de vinha. Em boca confirma a potência e volume de boca. Taninos presentes sem ser agressivos. Longo final de boca com ligeiro amargor. No geral o vinho é excelente, mas precisa de mais tempo para amaciar. Ainda se encontra um pouco rude e com ligeiras arestas a aparar. Nota 89/91 . Para o apogeu, ao menos sete anos de guarda. Como ganhei de presente...

COBOS VOLTURNO 2010 - 15,6% V/V.

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Fazia 5 anos que não provava um Cobos. Recordo-me quando recomendei ao meu amigo Yoncy Vera a compra desse produtor. Demorou dois anos para conseguir os vinhos e mais dois anos para vendê-los. Como os vinhos não tiveram saída, por peso na consciência acabei comprando as últimas duas caixas do Cobos Malbec 2000, que na época me custaram meros 175 pesos a garrafa. Áureos tempos. Bem, vamos ao vinho. Corte de 77% de Cabernet Sauvignon de parreiras com 15 anos de idade, complementado por 33% de Malbec de parreiras centenárias. 18 meses em barricas novas Taransaud! Resultado: um vinho opaco de tão escuro, completamente violáceo. Intenso em todos os sentidos: com expressão olfativa remetendo às ameixas frescas, mirtilos, defumados, alcatrão, manteiga, pimenta do reino e um leve herbáceo de hortelã. Em boca é potente. A graduação alcoólica fala alto. Melhor servi-lo um pouco refrescado. Taninos presentes, mas de ótima qualidade, nada agressivos. Acidez cativante. Tem grande po...